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sábado, 7 de março de 2026

MICROCATIOONS OU MICROFÉRIAS - NOVA YORK E RIO DE JANEIRO

MICROFÉRIAS – NOVA YORK E RIO DE JANEIRO Ou escapadas rápidas, como preferirem. Recentemente o jornal The New York Times publicou matéria sobre a nova tendencia americana as “microcations”, mix da palavra micro com vacations, em inglês. Como a grande maioria dos norte-americanos só tem poucos dias de férias pagas ao ano e tem uma cultura de trabalho intensa e competitiva, as microférias fazem sentido. São uma quebra de rotina, um relax curto, sem gastar muito. A coisa funciona assim, em sua forma ideal; usa-se milhas para voos, gasta-se pouco com hotéis, o que é bom em destinos caros, e as visitas a museus, shows, parques e restaurantes fica condensada e eficiente, pois as férias breves precisam ser bem planejadas para serem eficientes. Uma maratona organizada e feliz. No final do ano passado, testei a teoria em Nova York e deu muito certo. O sucesso se deve em boa parte, ao fato de eu conhecer bem a cidade e saber exatamente o que fazer e aonde ir. Duas noites no avião e duas no hotel. Como os voos chegam muito cedo e partem a noite, o itinerário pode abranger bastante coisa. Quatro peças de teatro, compras, boas caminhadas e três restaurantes. Dois filmes maravilhosos, experiencia que em cinemas americanos e sua imbatível tecnologia, tende a ser bastante diferente de cinemas comuns. Fora a pipoca americana! Deu até tempo para um corte de cabelo em uma barbearia antiguinha do Upper West Side, aquelas com o sinal luminoso rotativo vermelho e branco. Uma profissional das Filipinas fazendo os cortes femininos, um russo mal humorado no caixa, só aceitavam dinheiro vivo, nada de cartões. Toda viagem tem seu toque pitoresco. Aliás, viajar hoje em dia está mais complicado e não menos, como pensam os inexperientes, em relação a pagamentos. Não se aceitam cartões de crédito ou débito em vários lugares do mundo, mesmo os mais civilizados. Sempre vai ter uma situação, de qualquer tipo, que vai exigir as boas e velhas notas em espécie. Pagamentos via celular também não são ainda universais. Outro ponto muito importante das microférias é escolher localização do hotel, aeroporto e meios de transporte. Em Nova York, por exemplo, depender de táxi ou Uber é uma furada gigante por causa do trânsito parado. Metrô e trens tornam tudo mais fácil. Newark e La Guardia são bons aeroportos, JFK uma ratoeira terrível. Cansativo o programa? Nem tanto, em voos noturno e fuso horário curto entre os EUA e o Brasil. Em termos de estação do ano, o final do outono, especialmente novembro, é mais vazio, preços melhores e o frio ainda não é inclemente. E as milhas funcionam melhor com menos movimento nas companhias aéreas. No primeiro final de semana de dezembro, exercitei a teoria das microférias no Brasil, com algumas horas deliciosas no Rio. Um sábado, estudando a meteorologia para evitar chuvas e calor medonho. Voo matutino, volta no final da tarde. Programa maravilhoso e como moro perto de Congonhas, a eficiência da logística é perfeita. No Rio, num sábado, os Ubers funcionam bem, o trânsito é ameno e não há o susto dos tenebrosos táxis cariocas. Nada de pagar hotel a preços extorsivos e nem sequer cheguei perto de qualquer praia lotada. O mar eu vi do maravilhoso MAR e do Museu do Amanhã, dois lugares imperdíveis. O meu objetivo no Rio era conhecer o restaurante Sud Pássaro Verde, da chef gaúcha Roberta Sudbrack. Comida espetacular, lugar adorável, vale a viagem. Fora as deliciosas caminhadas pelas ruas frescas e aprazíveis do Jardim Botânico. Aliás, o segredo para o sucesso das microférias é o foco: ter objetivos principais e trabalhar em função disso. Priorizar e depois... É só aproveitar! Meu próximo projeto de microférias é o Cairo, cujo foco é exclusivamente o GEM. Quem viver verá... São Paulo, 07 de abril de 2026.

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