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segunda-feira, 18 de maio de 2026

MICROCATIONS / MICROFÉRIAS BUENOS AIRES MAIO2026

MICROCATIONS / MICROFERIAS BUENOS AIRES – MAIO 2027 Tomei um mega fartão da capital argentina após ter ido várias vezes nos últimos 14 anos. Dei o sábio tempo de um ano e lá voltei no primeiro fim de semana de maio e passei menos do que 48 horas. Foi a solução para me reconciliar com uma cidade que sempre amei. Nada mudou, continua deliciosa e a Argentina aquela merda de sempre. Milei ou não, o progresso não chegou, o lixo, mendigos e violência continuam por lá firmes. Mas no bate volta Porto Alegre- Baires a delícia de dias frios e ensolarados fica a cargo das coisas boas da vida. E de lá, em especial: caminhadas, guloseimas, teatro, cinema, compras, bons restaurantes. Vida urbana maravilhosa, é como comer só a cobertura de brigadeiro do bolo, deixando de lado uma massa insossa de cenoura, digamos. Você ignora a chatice e velhice do Aeroparque, dos portenhos, da poluição, da bagunça do Centro e fica só com os chocolates do Viejo Oso, com o vinho celestial, as carnes, a fugazzetta, os concertos do Colón, as peças de teatro ímpar e as livrarias de sonho. Tudo isso é old news para quem já leu meus variados artigos sobre a cidade. Desta vez as novidades em tão curto espaço de tempo, ficaram na experiencia majestosa de ver Guillermo Francella no palco, meu Querido Zelador da Disney em papel icônico de Peter Sellers no filme Being There. Francella faz um Chance Gardiner bem diferente, fofinho e carinhoso. O ator inglês o interpretou triste, autista. Um privilégio ver no palco a diferença e se embasbacar com o talento cênico deste ator argentino que só faz crescer. Foi o alvo da volta a Buenos Aires, valeu a pena. Muitas penas se considerados os preços extorsivos de tudo num país onde eles só crescem, a população pobre sofre e os turistas vão minguando. O que vale em Buenos Aires hoje: 1 – Teatro. Tudo num palco vale, pela tradição que as artes cênicas têm na Argentina. 2 – A milanesa fugazzeta do Edelweiss 3 – Filmes no escurinho acolhedor do velho e bolorento Cine Lorca. 4 – Qualquer coisa que a Cachafaz produza e venda em forma de doces 5 – Os conitos de frutas vermelhas do novo Lucciano s da avenida Santa Fé 6 – Uma refeição singular no Don Julio. 7 – Os bombons do Viejo Oso 8 – As livrarias de Buenos Aires 9 – Os sorvetes da Rapa Nui, a loja de doces preferida da nefasta Cristina Kirchner Todos estes itens, sem exceção, estão a preços que vão de São Paulo a Miami, por exemplo. Mas devem ser adquiridos e experimentados pois são exclusivos de Buenos Aires e só se encontram lá. São como o tango, incomparáveis. O que não vale o cobrado: 1 – Free Shop do Aeroparque. Agora caro e sem graça. 2 – Taxis e remises portenhos. Um roubo e piores do que nunca . Prefira os seus pés e o Uber. 3 – Roupas e sapatos. Nem sequer as bolsas 4 – Hotéis 5 – Aerolíneas Argentinas. Vá de GOL. E vá no espírito de exclusividade. Tipo: Buenos Aires tem coisas, ou uma salada delas, que são encontráveis apenas ali. Ignore o resto e fique pouco tempo para não cansar do lado picaretas dos Hermanos... No Don Julio, apesar da perfeição da comida, ambiente e serviço, me trouxeram um vinho três vezes mais caro do que o que eu havia pedido e umas vagens na brasa, que apesar de divinas, eu também não tinha pedido. A conta dobrou. São Paulo, 18 de maio de 2026.

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