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sábado, 29 de junho de 2019

WASHINGTON E NOVA YORK - MAIO 2019

WASHINGTON E NOVA YORK – MAIO 2019 Dobradinha perfeita que já tinha ousado há cinco anos e agora aperfeiçoada com o trajeto de trem da capital americana até minha amada “cidade que nunca dorme, a Big Apple do meu coração”! O trem faz mais sentido do que o avião, pois é uma experiência alegre e relaxante, passa por vários estados americanos, os assentos e espaço para pernas bastante generoso, nada de stress no embarque e desembarque, saindo da belíssima Union Station em Washington e chegando à horrenda mas funcional Penn Station, bem no centro de Nova York. Tempo total contando aeroportos, táxis eoutras chatices, o trem é mais barato e agradável. Washington na primavera é um show de verde e alegria, ainda não muito quente, temperaturas civilizadas e ensolaradas. Caminhadas inesquecíveis pelo National Mall podem levar até a Marina, onde bons e movimentados restaurantes a beira do rio Potomack fervem de gente bonita. Como é o caso do badaladíssimo Kith and Kin, com excelente comida de influencia asiática. Caro, mas ambiente e localização valem o investimento. Em Georgetown, em meio ao charme do bairro mais bonito da cidade, o Peacock Café é outro lugar jovem e descolado, burguers inesquecíveis. Para quem gosta de caranguejo, os crabcakes do Bobby Van’s em frente ao hotel Sofitel são uma benção. No campo cultural vale destacar o maravilhoso e interessantíssimo museu African American, cuja arquitetura propositalmente estranha e escura contrasta com o branco da construções clássicas do lugar. Curadoria perfeita, conta a história dos negros nos EUA e a parte dedicada aos escravos é tocante, propositalmente localizada no porão do museu. Perto da Casa Branca a pequena e elegante Renwick Gallery dá o toque fino e artístico ao passeio e não longe dali o Newseum conta a história da imprensa pelo mundo e em particular, nos EUA. Vídeos e fotos contam a cobertura de várias guerras e conflitos pelo mundo e a luta por liberdade e democracia. Há setores interativos que demandam mais tempo no museu e são imperdíveis. Em Nova York, a novidade fica por conta do quase terminado Hudson Yards, no fim da High Line. O sensacional complexo arquitetônico envolvendo residências, escritórios, áreas públicas de lazer, teatro gigante e o shopping Center mais bonito da cidade, torna a já bombada High Line um lugar mais atraente ainda, se é que isso é possível. Num lugar caro como Manhattan, o Hudson Yards é uma chance de passeio grátis e divertido. Novo para mim também foi o Rubin Museum, que descobri por acaso, andando pelas deliciosas ruas de Chelsea. Pequeno, bonito, dedicado à arte da região da cadeia dos Himalaias, acervo fantástico e extremamente bem exposto e iluminado. Completo com bom restaurante e linda loja. Continuo explorando os arredores da imensa cidade e desta vez me encantei com o Storm King Arts Center e a Glass House de Philip Johnson. O primeiro, imenso parque de esculturas na região de Beacon, a mesma do Dia Art Center, trajeto fácil de trem da Grand Central. Só abre parte do ano, tudo é ao ar livre, portanto verificar a previsão do tempo é essencial. Passeio de dia inteiro, lugar maravilhoso. Há restaurante simpático e alguns food trucks. Caminhar ou bicicletar são essenciais para explorar tudo, considerando-se que o trenzinho tipo estacionamento da Disney, não chega perto de esculturas escondidas a beira de riachos ou dentro das densas florestas. A Glass House que o famoso arquiteto americano, Philip Johnson projetou é um lugar histórico num bairro residencial deslumbrante em New Canaan, uma cidadezinha super charmosa e chique em Connecticut. Possível de trem da Grand Central, mas é necessário fazer rápida baldeação numa outra cidade ali perto. É coisa para quem lida bem com trem e neste caso, percurso de quase duas horas, delicioso. Só há visitas guiadas, muito interessantes e é também passeio de dia inteiro e deve-se incluir almoço no lindo centrinho, pois na propriedade onde fica a Glass House, não há comes e bebes. Agendar é essencial pelo fato de cada tour levar apenas oito participantes e como o Storm King, só abre parte do ano. Na área gastronômica de Nova York, nada de novo para mim e repeti com alegria o Flora Bar, o Oyster Bar e o Serafina. Para café da manhã a qualidade dos imensos croissants de amêndoas do Pret a Manger me impressionou, bem como as doces delícias da padaria podre de chique, Maison Keyser. Ambos em Midtown. Novidade entre museus de Manhattan, o Dog Museum é um pega trouxa terrível. Nem para os fanáticos por cães serve. Fuja! Zurich, 29 de junho de 2019